Novos dados da Pesquisa Global com Membros da Igreja: Pontos de Vista Sobre o Estado dos Mortos

Nosso último blog examinou um estudo recente (2018) solicitado pela Associação Geral da IASD, o qual pediu aos membros da igreja que respondessem a declarações sobre a consciência dos mortos, bem como o conceito de uma alma vivente após a morte (clique aqui para ver nosso blog anterior com alguns dados sobre essas questões). Como você deve se lembrar, na versão de 2013 da pesquisa, houve um número significativo de entrevistados que relataram algum grau de confusão sobre o assunto. A Pesquisa Global de Membros da Igreja de 2017-18 (GCMS) incluiu perguntas adicionais sobre o estado dos mortos para entender de onde vem essa confusão. Então, como os membros da igreja responderam às outras perguntas?

Uma das coisas que os líderes e pesquisadores da igreja queriam saber era o que os membros da igreja acreditam sobre a imortalidade da alma. Além da pergunta sobre se a alma vive após a morte (veja o blog anterior), os participantes da pesquisa foram solicitados a responder à declaração: “Os mortos têm poderes para se comunicar e influenciar os vivos.” Sete em dez entrevistados (71% discordaram fortemente desta afirmação e outros 11% discordaram. No entanto, 6% dos entrevistados disseram que não têm certeza sobre o que pensam a respeito desta declaração e 12% dos entrevistados concordaram com uma forma ou outra (Q42.23).

Em comparação com os dados do blog anterior, menos pessoas acreditam que os mortos têm poder para se comunicar e influenciar os vivos do que o fato de que a alma sobrevive à morte. Enquanto a maioria dos adventistas adere a um ponto de vista bíblico sobre estado dos mortos, há alguns que permanecem inseguros ou tem crenças que não estão de acordo com a Bíblia ou as Crenças Fundamentais.

Então, qual é a fonte dessa confusão? Esta é obviamente uma questão difícil de responder. A Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma igreja global e há muitos fatores relacionados às diversas origens culturais dos membros da igreja que podem afetar a forma como as pessoas entendem e interpretam essa doutrina específica. A posição oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre o estado dos mortos, no entanto, não deve mudar. Uma das maneiras pelas quais os líderes adventistas locais podem esclarecer quaisquer dúvidas sobre importantes crenças adventistas é através do púlpito. Sermões fornecem oportunidades poderosas para encorajar as pessoas a pensar e resolver suas dúvidas sobre todos os tipos de questões.

Tendo isso em mente, na pesquisa de 2017-18, foi perguntado aos membros da igreja  com que frequência eles ouvem sermões abordando o estado do individuo na morte. No geral, 45% dos entrevistados disseram que ouvem sermões sobre esse tópico com frequência ou com muita frequência. No entanto, 36% dos participantes disseram que raramente ouvem sermões sobre o estado dos mortos e outros 9% nunca ouvem sermões sobre esse assunto (Q31.07).

Evidentemente, essa importante crença precisa ser abordada com mais frequência nas igrejas adventistas. É fácil supor que todos os que freqüentam uma igreja adventista (especialmente aqueles que foram batizados ou que desempenham um papel ativo na igreja) têm uma visão clara e bíblica das Crenças Fundamentais. Como a recente pesquisa global demonstra, no entanto, há espaço para que mais líderes e pastores da igreja discutam ativamente os assuntos sobre os quais os membros possam ter dúvidas e, assim, aproximá-los da verdade. Os dados do GCMS também mostram que os adventistas em territórios tradicionalmente cristãos estão mais de acordo com as Crenças Fundamentais do que os membros da igreja do contexto politeísta. Considerando tudo isso, mais sermões sobre essa crença devem ser planejados e mais atenção deve ser dada a esse assunto nas classes de praparação para o batismo, especialmente se os candidatos ainda estiverem no ensino médio ou fundamental e precisarem mais tarde rever esse tópico novamente. O processo de fazer discípulos deve continuar após o batismo para ajudar os membros a se enraizarem nas Escrituras, saberem como lidar com questões ligadas à morte e estar preparados para encontrar o Senhor quando Ele vier.