Tendências Globais sobre Culto em Família e Frequência ao Cultos de Oração

Se já houve tempo em que toda casa deveria ser uma casa de oração, agora é esse tempo. Prevalecem a incredulidade e o ceticismo. Predomina a iniqüidade. A corrupção penetra nas correntes vitais da alma, e irrompe na vida a rebelião contra Deus. Escravas do pecado, as faculdades morais estão sob a tirania de Satanás. A alma torna-se o joguete de suas tentações; e a menos que se estenda um braço poderoso para o salvar, o homem passa a ser dirigido pelo arqui-rebelde. (Ellen G. White, Testemunho para Igreja, Vol. 7, 42)

Ellen White escreveu as palavras acima há mais de cem anos (em 1902), mas quão verdadeiras elas ainda soam hoje! Embora o lar tenha sido originalmente destinado a ser um porto seguro, um oásis tranquilo no caos do mundo, para muitos não o é. Em vez de ser um lugar onde as famílias podem se unir em paz e adorar a Deus juntas, os afazeres da vida as afastam para longe em múltiplas direções. O culto familiar oferece a oportunidade de recuperação das  provações diárias, como também ajuda manter o foco na família e em Deus. É o momento de não apenas louvá-lo por sua bondade, mas aprender mais sobre quem ele é.

Como informamos em um blog anterior, no entanto, a Pesquisa Global de Membros da Igreja de 2013 mostrou que muitos membros da igreja, em todo o mundo, não praticam regularmente o culto familiar. (veja nosso blog sobre as descobertas da GCMS de 2013 sobre o culto familiar em http://adventistresearch.org/blog/2017/08/home-circle-breaking-family-de...). Depois de cinco anos, qual é a situação atual?  Tem as iniciativas de “reavivamento e reforma” ajudado mais membros da igreja a estudarem a Bíblia diariamente e produzido resultado positivo semelhante no culto familiar?

Infelizmente, houve um declínio no número de membros da igreja envolvidos no culto familiar nos últimos cinco anos. Na 2013GCMS, cerca de um em cada seis membros da igreja relataram que nunca tiveram culto familiar, enquanto 12% relataram que o fizeram menos de uma vez por mês. Um pouco mais de um terço dos entrevistados relatou que eles tinham culto familiar diariamente ou mais de uma vez por dia, e menos de um quarto deles disseram que, embora não tivessem culto diário, eles o faziam mais de uma vez por semana.

Cinco anos depois, a GCMS de 2018 revelou que, mais uma vez, mais de um terço dos entrevistados relataram que fazem culto familiar diariamente ou mais de uma vez por dia. No entanto, menos pessoas relataram que realizam o culto familiar mais de uma vez por semana; e menos pessoas também disseram que o fazem cerca de uma vez por semana. Mais de um em cada cinco membros da igreja em todo o mundo relataram que nunca adoram juntos como famílias: um aumento de cerca de cinco pontos percentuais nesta categoria entre 2013–2018. Não é apenas a alta porcentagem (22%) que nunca realizam culto familiar que é preocupante — é também a tendência. Tendo em mente o exemplo de Maria, José e Jesus, e o conselho claro de Ellen White, a tendência é profundamente perturbadora!

Existem outras práticas pelas quais alguém pode se envolver em adoração, oração e estudo, mas com a responsabilidade de um ambiente de grupo, no qual se provê  e recebe alimento espiritual. Encontros como reuniões de oração, por exemplo, dão à família da igreja maior oportunidade de se unirem durante a semana e apertar o botão de “pausa” em suas vidas aceleradas para aprender mais sobre o poder e a presença de Deus.

Como os membros da igreja relatam a freqüência a essas reuniões? Na pesquisa GCMS de 2018, foi perguntado aos membros com que freqüência eles compareciam a uma reunião de oração ao longo de um ano (Q25.04). Cerca de 38% dos membros relataram que participaram de tal reunião mais de uma vez por semana ou toda semana. Além disso, 17% dos entrevistados participaram de reuniões de oração quase todas as semanas no último ano. Infelizmente, 13% dos membros em todo o mundo disseram que só tinham assistido a uma reunião de oração uma ou duas vezes, enquanto um número um pouco maior relatou que nunca compareceu à reunião de oração durante esse período de um ano.

Para desenvolver um relacionamento mais próximo com alguém, devemos investir tempo e energia. O mesmo se aplica ao nosso relacionamento com Deus, como também às nossas relações com familiares, amigos e irmãos em Cristo. Engajar-se no culto em família e participar de reuniões de oração são duas maneiras maravilhosas de melhorar a conexão de alguém com Deus, conhecê-lo melhor e ter uma experiência real de caminhar junto com Deus através de nossa vida.

Se as famílias não estão tendo tempo para fazer isso juntas, especialmente ensinando e modelando isso para seus filhos, é preciso perguntar quem está discipulando a próxima geração de cristãos? Que mudanças você pode precisar fazer em seu envolvimento pessoal, ou familiar nessas atividades? O que a sua igreja local pode fazer para reavivar o interesse e o significado dos membros da igreja nas reuniões de oração? E o que pode fazer para tornar a casa de cada membro da igreja “uma casa de oração”, em que os pais não apenas “honram a Deus”, mas também ensinam seus filhos a amá-lo e reverenciá-lo?

Para obter mais informações sobre GCMS 2013 e 2018, leia as seguintes apresentações do Dr. David Trim, do Departamento de Arquivos, Estatísticas e Pesquisa:

Annual Council 2013 Research Report, David Trim

2018 Annual Council - Global Church Member Survey Data Report | [Watch Video]